Há um dia em que se perde a fantasia. A cisma da beleza se esvai e se excede em
razão.
A fantasia extravasa, dissolve, recai. Há um dia em que tudo cai em demasia. Àqueles que viveram da ternura, um basta! Àqueles que remanesciam pela esperança, um basta! Àqueles que prendiam os nós, soltem-nos.
Há um dia. À fantasia, ao bom senso, à ternura, à esperança, à docilidade: um basta.
Aos que ficam, boa sorte. Aos que ficam, linhas tortas. Aos que ficam, amargor; mas não só. Aos que ficam, resistência, continência, contração, insígnia. Por conivência, é claro.
À aparência: saúde! Não convém? És o que queres, não? Aos ímpios, nada. A fantasia derruba a todos. Acaba com todos. Há um dia. Perdem-na. Ganham, noutra, a consciência do desagrado, da soma.
Ganham, no inesperado, a coragem, a contingência de ser gente. Ganham, noutra, mais uma personagem. Uma, sim. Uma. Uma personagem. Uma narrativa! Veja, uma nova história! Ganham-na.
Carreguem-na, pois! Carreguem-na, elevem-na, não a posterguem. Orgulhem-se! À derrubada da fantasia. Ora, pois, não és tão imaculado, infalível? Não és, pois, o teatro das moralidades? Não és, pois, ímpar?
Não és, pois, revestido da carne sem tropeços, do próprio cerne do bem? É terno, pois, então, recorrer à fantasia para alegar as culpas? Recorrer à fantasia diante da incongruência, da crueldade, da maldade, da gravidade, da agressividade, da dor, da tortura? É terno culpar as imbecilidades? É terno culpar a terra arrasada? É terno desmanchar o castelo? É terno manchá-lo de sangue?
É terno usurpar-se se cede por teimosia à fantasia? Se cede à vaidade?
Àqueles que se alimentam da zombaria, da humilhação, da soberba, lembrai-vos: desta terra, não passareis. Das leis dos homens, livrar-vos-eis. Mas das espirituais, jamais. Àqueles que se alimentam da luxúria, da arrogância, do olhar trépido ante o outro, lembrai-vos: desta terra, não passareis.
Das leis dos homens, livrar-vos-eis. Mas há um dia... Um dia. Em que tudo se perderá, cairá, perder-se-á; vós sereis, tanto quanto, bem como, aquele sob jugo. E nesta terra não pararão.
Não me desculpo se não me entendes. Há quem consiga e eu falo com eles. Aos que buscam, ela os acolherá. A bondade, o renascimento, a ternura, mas, acima de tudo e de todos, a bondade. À derrubada da fantasia, pois ela virá.
Bravo! Erga-se! Espere-a firme, como a figura da qual foge há uma vida. Qual, portanto? A de homem!
Um dia.
A fantasia extravasa, dissolve, recai. Há um dia em que tudo cai em demasia. Àqueles que viveram da ternura, um basta! Àqueles que remanesciam pela esperança, um basta! Àqueles que prendiam os nós, soltem-nos.
Há um dia. À fantasia, ao bom senso, à ternura, à esperança, à docilidade: um basta.
Aos que ficam, boa sorte. Aos que ficam, linhas tortas. Aos que ficam, amargor; mas não só. Aos que ficam, resistência, continência, contração, insígnia. Por conivência, é claro.
À aparência: saúde! Não convém? És o que queres, não? Aos ímpios, nada. A fantasia derruba a todos. Acaba com todos. Há um dia. Perdem-na. Ganham, noutra, a consciência do desagrado, da soma.
Ganham, no inesperado, a coragem, a contingência de ser gente. Ganham, noutra, mais uma personagem. Uma, sim. Uma. Uma personagem. Uma narrativa! Veja, uma nova história! Ganham-na.
Carreguem-na, pois! Carreguem-na, elevem-na, não a posterguem. Orgulhem-se! À derrubada da fantasia. Ora, pois, não és tão imaculado, infalível? Não és, pois, o teatro das moralidades? Não és, pois, ímpar?
Não és, pois, revestido da carne sem tropeços, do próprio cerne do bem? É terno, pois, então, recorrer à fantasia para alegar as culpas? Recorrer à fantasia diante da incongruência, da crueldade, da maldade, da gravidade, da agressividade, da dor, da tortura? É terno culpar as imbecilidades? É terno culpar a terra arrasada? É terno desmanchar o castelo? É terno manchá-lo de sangue?
É terno usurpar-se se cede por teimosia à fantasia? Se cede à vaidade?
Àqueles que se alimentam da zombaria, da humilhação, da soberba, lembrai-vos: desta terra, não passareis. Das leis dos homens, livrar-vos-eis. Mas das espirituais, jamais. Àqueles que se alimentam da luxúria, da arrogância, do olhar trépido ante o outro, lembrai-vos: desta terra, não passareis.
Das leis dos homens, livrar-vos-eis. Mas há um dia... Um dia. Em que tudo se perderá, cairá, perder-se-á; vós sereis, tanto quanto, bem como, aquele sob jugo. E nesta terra não pararão.
Não me desculpo se não me entendes. Há quem consiga e eu falo com eles. Aos que buscam, ela os acolherá. A bondade, o renascimento, a ternura, mas, acima de tudo e de todos, a bondade. À derrubada da fantasia, pois ela virá.
Bravo! Erga-se! Espere-a firme, como a figura da qual foge há uma vida. Qual, portanto? A de homem!
Um dia.
Fran 08/09/2026
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