Pular para o conteúdo principal

Postagens

Don't surrender

All the imaginary things are born with your intent All the imaginary things are born with your intent don't surrender let it go don't surrender the love you hold on to don't surrender the craziness  don't surrender the life it is never a waste it is never for nothing don't surrender when you'd finally reach the rock bottom don't surrender when you'd realize even hell has a basement don't surrender when all the hands are gone don't surrender when all your breath is gone don't surrender when all of your desire seem to vanish don't surrender when you'd think you're living the very much single experience. You're not. don't surrender when you'd think there's no tomorrow, no one to meet, nothing to accomplish don't surrender when the rain never stops don't surrender when you can't find the bliss don't surrender looking for this bliss don't surrender when you'd think you've had enough don't...

Depois

Depois da vida, vem a morte Depois da morte, vem o quê? A rendição, a plenitude, a poeira, o início, o fim, o para sempre? O Depois é estoico, perene, inerte Depois da morte, vem o quê? A morte te deixa resiliente? Mentira A morte te deixa apático, sem temperatura, sem sabor, inerte, isolado, no próprio consolo, no próprio afundar, no próprio depois. O depois te deixa forte, resistente, imbatível. O Depois é uma passagem?  A morte é uma passagem? Qual a linguagem? O silêncio?  A distinção? A morte traz à tona te cutuca, joga na parede, te força olhar no espelho, ver, rever, ver-se através por dentro, preso, te alicia pra sempre, no todo,  perdido  no Cosmo. Abril de 2025

Honra

Honra é importância, lealdade, atenção, transparência. Honra é resistir. Insistir cuidar, tratar, dedicar... tempo, vida, calor. Com certeza é sobre o que mais gosto de escrever Honra é o motor da sociedade, o impulso interno, aquele ardor, o fogo. A primeira matéria, a substância mais íntima, O sangue no olho pra conseguir. Honra é respeito, sensibilidade, postura. Honra é a certeza. Honra não aceita desvios, fingimento, má interpretação, é exata. Honra é a sombra, o confronto, o pilar, o combustível. Honra é perene, intangível, serena, Nas entrelinhas, no não dito, no não visto. Honra é inegociável, indiscutível, Honra é a sinceridade, a verdade, a alma aberta, a vulnerabilidade. Honra é seu nome, o que faz, o que não faz, É a seriedade, a preocupação. Honra é energia alta, frequência ensurdecedora, anda no caminho da treva, mas reflete a luz, norteadora, pedagógica, fria, pesa...

Waiting

Can someone please tell me when will I get my spark back? Can you give a script of when will we have good times? without cry and sadness, without guilt, without lack of perspective, Can someone please tell me when my eyes will shine again? Can you tell me where's the road where my footprints will stay? and will not be erased? Can you tell me when will I smile genuinely again? with pure bliss and happiness? without any worries any concerns any expectations any memories just pure experience pure living like the wind that comes goes by and leaves no shadows Can someone tell me? I'll wait.

O contraste é a lei ou a alternativa?

Como sentir o gosto do doce sem antes ter experimentado o amargo? Como sentir a paz sem antes ter passado pela guerra? Como sentir o frio Sem antes ver o sol queimar a pele? Como sentir saudade Sem antes ter estado perto? Como fingir não ter Sem antes ser posse diária? Como seguir em frente Se antes a rotina resistia? Como enxergar a luz Sem antes ter vivido apenas a escuridão? Como identificar a dor Sem antes ter o contraste? Como ser assim sem antes ser o contrário? Como sentir  Sem antes ser só apatia? Fran

Fica?

você sabe as horas que pausam pro café que horas acordam sabe a hora dos compromissos sabe a dinâmica da família conhece as dores e as alegrias compartilhou as lágrimas que tiveram o mesmo gosto, sabe o que incomoda, sabe o gosto peculiar, sabe as manias, sabe que gosta do lençol esticado que as roupas precisam estar sempre passadas, todo esse universo se esvai, pra todo mundo. Quando o vínculo se rompe, nós vamos, mas tudo fica.

Sou, logo falo

Há quem diga que  aqueles que gritam falta-lhes cultura decência espaço pertencimento Quando na verdade  Às vezes na maioria delas o grito é a única alternativa para serem ouvidos diante daqueles que  sempre puderam falar. Fran 21/10/2021

Sigo em busca

Existe algo lá dentro que nunca completa que se entendia que perde o gosto a vontade  se compara algo que nunca encontra completude suficiência nunca se esgota sempre busca busca o quê? Existe algo lá dentro que nunca descansa existe algo que não dorme se agita perturba incomoda faz repensar olhar de novo algo que não bate algo que não me deixa Existe algo que não termina talvez seja inconformismo uma vontade por sempre ver o novo viver o novo sentir o gosto do novo o novo do novo de novo a descoberta a falta de costume a falta de zona de conforto talvez isso não me acomoda não paro penso e faço depois pondero volto atrás Existe algo que não dorme existe algo que não para talvez seja vontade vontade o mundo é tão grande  e vai ficar tanta coisa para ser dita para ser conhecida sentida e vivida Afinal, quem eu teria sido se não fossem  os meus demônios me inspirando? e se for para voar sozinha que o voo seja alto. Sigo em busca - texto escrito em 25/03/2021.

De nada importa

De nada importa beleza Sem valores De nada importa  riqueza Sem valores De nada importa reconhecimento Sem valores De nada importa sucesso Sem valores No íntimo Sempre nos recolhemos Aos nossos valores À bondade  À empatia À sensibilidade para com o outro Ao jeito que tratamos as pessoas E às marcas que deixamos Se o nosso legado e a cicatriz que deixamos no mundo não for a lembrança que tocamos as outras pessoas e se não for o resquício de amor que deixamos plantado nos corações alheios  se é por um bom dia  um abraço   uma mensagem educada como resposta à grosseria se não é a humildade para com a autoridade se não é a liderança com educação se não é a polidez e o respeito pela forma como o outro se apresenta e se manifesta seremos lembrados pelo quê? De nada importa se não for amor. - texto escrito dia 01 de maio.

Entre o silêncio e o grito

Não existe um vácuo, existe uma pedra. Que puxa para baixo e para trás. É uma pedra que tem nome, mas não tem forma. É uma pedra que paralisa, julga, culpa, faz olhar pra dentro, mostra o erro e frustra. Onde quer que eu vá, ela vai comigo. Me faz companhia. Fiz dela ouvinte, presença e colo. Fiz dela o que não encontrei e acho que, no fim, todo mundo carrega alguma. Só não fala, porque de novo, no fim, tá todo mundo assim. Entre o silêncio e o grito. E quanto mais eu vivo, mais percebo que quem tem saco pra ler tudo isso, quem também já atingiu a quinta dimensão ou ainda quem se interessa por essas coisas deep consciência, também tem uma dor que não tem nome. Se você não tem paciência pra isso, é porque não percebeu a sua. Ainda. Depois de descobrir, você entende. Eu sei a minha, mas você pode não saber dar nome para a sua. É por isso que escrevo. Por isso que existe registro. Pra você encontrar alento e saber que existem outros milhões de corações tentando buscar uma resposta que não...

Você há de sentir

A solidão dói porque a manifestação do ser está em expressar-se para o outro, nunca para si mesmo. Você é, porque é para o outro. Parece, porque parece ao outro. Manifesta, porque manifesta ao outro. É, porque consegue ser ao outro. Sozinhos não somos nada, porque não nos mostramos. E o peso da existência pausa exatamente nesse tédio da própria companhia. Tão ao mesmo tempo deliciosa e desesperadora. Prazerosa e destrutiva. De extrema sabedoria, evolução, mas de dor. Consigo, sempre consigo. Nunca para o outro. Para o outro, a manifestação. Para nós, a solidão.   Sempre e una. Do começo ao fim. Inevitável abrir os olhos desde o primeiro até o último sopro sem senti-la. Você há de sentir. Não há nada de liberdade. Essa última é de fato um deleite. Mas a primeira não. A força está em equilibrá-las: Manifestação com solidão. Somos elas por inteiro. Você queira ou não. Fran 04/01/2021

Vive-se, pois, vendo-se

E a mais linda das criaturas,  não é se não a mais sábia a que não se vê,  que não se julga  porque vê  que não vendo não compara não chora e não melhora É vendo, pois o erro Vivendo, pois a tristeza E sentido, pois a solidão que a mais linda das criaturas aprecia o belo o bom e o respeito É se não a mais sábia a mais... aliás, existe? Fran

Existe limite?

Existe? Quão fundo a gente precisa chegar pra saber que é o limite? Quanto a gente precisa sangrar pra cuidar da ferida? Quanto a gente precisa insistir pra aprender? Quanto a gente precisa perdoar a criança que não foi curada? Até onde é bom senso e até onde é tortura? Fran

o que te é cura

O que te machuca, te cura O que te derruba, te cura O que te destrói, te cura O que te satisfaz, te paralisa O que te cega, te paralisa Te deixa obcecado E o que te ama te satisfaz mas te cega te destrói, te derruba e te machuca Mas e, pois, afinal, essa já não é a própria cura? Fran

amanhã

  Esse ano foi estranho. Foi né? Esse ano eu me perdi... De tudo De mim Do todo Me perdi E foi estranho também De tanto que me perdi Cansei Perdi o foco A orientação O tesão O gosto O amanhã... E quando você perde o amanhã Você perde o resto... E se você já se sentiu assim sabe do que eu falo Eu perdi o amanhã, perdi meu eu, Perdi tudo que eu era Não sou mais Nem serei O que eu poderia ter sido Guardei no âmago a sensação amarga do desencontro Da insistência Da falta de clareza pra agir Da falta de força Da falta de um ombro pra chorar Ou me perguntar se tá tudo bem Esse ano foi estranho Eu me perdi Tão fundo e tão baixo Que não conseguia sair E nem pedir ajuda Porque eu não conseguia Eu Eu não conseguia Não conseguia E deixei ir Porque foco não adianta forçar Vem de dentro Lá de onde a gente não vê É o impulso primário É o que te faz acordar E encontrar o amanhã Fran 22h51 13/09/2020

quanto tanto é pra tanto?

  Introspectiva, quanto?  A ponto de se perder na própria consciência? - Quem? Ela?! Mas tão efusiva! - Sim, introspectiva e tanto. Mas não é pra tanto. Enquanto vai fundo, vai dentro, por dentro e rasga lá fora. Muda lá fora. Mas primeiro, sempre aqui dentro, que é o centro, o intro, onde começa e termina. Todo o resto. Todo o tanto. - Mas não é só perspectiva? Talvez um dia saibamos...

ex umbra in solem

Uma parte de mim grita escandaliza joga pro alto alucina e delira A outra parte pensa pondera esclarece e é razão Uma parte de mim é majestade imponência controle eloquência e não dissimula... A outra parte se perde silencia   se frustra e se recolhe Uma parte de mim é certeza E a outra parte? é dúvida? Uma parte de mim é luz E a outra parte?   é sombra e treva? continua Fran 05/07